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sábado, 31 de dezembro de 2016

Obituário 2016: quem morreu no ano que passou

Este é um post triste.
Fala sobre aqueles que não estão mais aqui.
Como os sete mortos num atentado terrorista em Jacarta, Indonésia, em 14 de janeiro, muito parecido com o ocorrido em Paris meses antes. Os ataques coordenados incluíram ao menos seis explosões e pode ter envolvido dezenas de atiradores. Após cerca de cinco horas, a polícia declarou ter controlado a situação. Na mesma data, seis pessoas morreram num ataque com um caminhão-bomba em uma delegacia na pequena cidade de Cinar, Turquia. Militantes curdos assumiram este atentado que deixou ainda dezenas de feridos.
62 pessoas a bordo de um Boeing-737/800 que caiu em 19 de março em Rostov, na Rússia. O avião, da companhia FlyDubai, vinha de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com sete tripulantes e 55 passageiros. Outro avião russo caiu no mar Negro, minutos após decolar de Sochi. Levava a bordo 92 pessoas, entre elas 64 cantores do famoso Coro do Exército russo, que participariam das comemorações de Ano Novo na base aérea síria de Khmeimim; nove profissionais de imprensa, oito soldados e dois funcionários civis. Elizaveta Glinka, conhecida como Doutora Liza e diretora-executiva da instituição de caridade Fair Aid, estava no voo.
Cinco pessoas morreram noutro atentado em Istambul, quando um suicida detonou explosivos diante do escritório de governo do distrito. Em 19 de março, 7 passageiros de um monomotor que caiu sobre uma casa em São Paulo. No acidente faleceu o ex-presidente da Vale Roger Agnelli, que comandou a empresa de 2001 a 2011. Durante sua gestão, a Vale se consolidou como a maior produtora global de minério de ferro e a segunda maior mineradora do mundo.
Mais de 30 pessoas morreram e mais de 230 ficaram feridas em atentados na Bélgica. Duas explosões atingiram na manhã de 22 de março do aeroporto de Zaventem, o principal do país, e uma estação de metrô em Bruxelas. O grupo terrorista Estado Islâmico assumiu a autoria dos ataques.
Em 14 de julho, durante as comemorações da Queda da Bastilha (feriado nacional francês) terroristas mataram 84 pessoas atropelando a multidão com um caminhão, e depois foram mortos pela polícia local. Em outro atentado semelhante, em 20 de dezembro, outro caminhão matou 12 pessoas em Berlim.

Entre os famosos, alguns que partiram foram...
Atores:
14 de janeiro - Francisco Jozenilton Veloso, o Shaolin, aos 44 anos, após uma parada cardiorrespiratória. O humorista sofreu um  acidente de trânsito  em 2011, quando perdeu parte dos movimentos e a fala.  Desde então, vinha recebendo cuidados médicos em casa.
14 de janeiro – Alan Rickman, inglês. Com uma carreira estabelecida no teatro e na TV britânica, seu primeiro papel no cinema foi em 1988, aos 41 anos, como o vilão Hans Gruber em “Duro de Matar 3”. Interpretou outros malvados icônicos como o Xerife de Nottingham em “Robin Hood” (1991), Rasputin em 1995, o professor Snape na série “Harry Potter”.
19 de janeiro – Ettore Scola, diretor de cinema italiano, criador de obras como “Nós que nos amávamos tanto” (de 1974, um  retrato da sociedade italiana no pós-guerra, dedicado ao amigo, ator e diretor Vittorio de Sica.), “Feios, Sujos e Malvados” (de 1976, que levou a Palma de Ouro e de Melhor Diretor no Festival de Cannes) e “Um Dia Inesquecível” ( de 1977) com Sophia Loren e Marcello Mastroianni, indicado a dois “Oscar”, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Ator Mastroiann). Em 1983, outro grande sucesso da sua carreira foi “O Baile”. Ettore Scola tinha 84 anos, e deixa duas filhas, e ambas trabalham no cinema: Silvia, roteirista, e Paola, assistente de direção).
15 de fevereiro - George Gaynes, ator finlandês radicado nos Estados Unidos.  Conhecido como o comandante Lassard nos sete filmes da franquia “Loucademia de Polícia”,  fez 35 filmes e centenas de episódios de séries e filmes para televisão, peças e musicais. Gaynes esteve no elenco do premiado filme ”Tootsie” (1983) e tem no currículo participações em “Nosso Amor de Ontem” (1973) e ”Mera Coincidência” (1998). Na TV, “Hawaii 5-0”, ”Bonanza”, ”O Homem de Seis Milhões de Dólares” e “Guerra, Sombra e Água Fresca”. Ele tinha 98 anos de idade.
17 de junho - Ruben Aguirre, ator mexicano, conhecido como o Professor Girafales no seriado “Chaves”. Foi locutor de rádio e TV, narrador de touradas, ventríloquo, ator e diretor de TV. Começou a trabalhar com Roberto Gómez Bolaños, o Chaves, no final da década de 60 no programa “El Ciudadano Gómez”, e atuou ao em “Chespirito” e “Chapolin”. Também fez vários filmes. Após o fim do seriado “Chaves”, produziu, em 1994, o programa “Aqui esta la Chilindrina”, com a personagem Chiquinha, e passou a se dedicar ao circo, que trazia o nome de seu mais famoso personagem: “El Circo del Professor Jirafales”. Aos 82 anos, em Puerto Vallarta (México) onde residia, de complicações de uma pneumonia.
27 de junho – Bud Spencer, pseudônimo do ator italiano Carlo Vicente Pedersoli, mais conhecido como o parceiro de Trinity (Terence Hill) em várias comédias de western-spaghetti dos anos 1970. Mais tarde fizeram outras comédias como “supertiras” de Miami. Em Roma, aos 86 anos, de forma tão pacífica que segundo seu filho, sua última palavra foi “Grazie” - obrigado.
2 de julho - Michael Cimino, cineasta vencedor do Oscar por “O Franco Atirador” (de 1978, com Robert De Niro e Meryl Streep, vencedor de cinco “Oscar”, incluindo os de Melhor Filme e Melhor Diretor).Cimino assinou ainda “O Ano do Dragão” e “O Último Golpe”. Aos 77 anos, de causas não reveladas.
3 de julho - Noel Neill, atriz americana que interpretou pela primeira vez a jornalista Lois Lane, namorada do Super-Homem, na série de TV “As Aventuras do Superman”, na década de 50. Seu pai era editor de jornal e queria que a filha fosse repórter, mas ela queria ser artista. Como atriz, ganhava US$ 225 por episódio e desistiu de atuar em 1958. “Eu descobri que eu já tinha trabalhado o suficiente. Eu não tinha grandes ambições. Foi o suficiente para mim”, disse numa entrevista recente.
7 de julho - Guilherme Karan, ator e comediante brasileiro, integrantes da “TV Pirata”, humorístico que fez história na Rede Globo ao satirizar a própria TV. Atuou em novelas como “Dona Beija”, “Meu Bem, Meu Mal”, “Perigosas Peruas”, “Explode Coração” e “O Clone”. No cinema, fez filmes como “Super Xuxa contra Baixo Astral”, “Xuxa e os Duendes” e “Bela Donna”. Estava afastado da TV desde 2005. Ele tinha 58 anos e sofria da doença de Machado-Joseph, uma síndrome degenerativa que compromete a coordenação motora.
14 de julho – Hector Babenco, cineasta argentino radicado no Brasil, onde morava desde os 19  anos. Diretor de “O Beijo da Mulher-Aranha” (1985), pelo qual foi indicado ao Oscar de Melhor Diretor. Ele não venceu, mas a obra rendeu uma estatueta ao ator William Hurt. Sonia Braga e Raul Julia também faziam parte do elenco. Antes disso, ele já havia feito os aclamados Pixote: A Lei do Mais Fraco” (1981), Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” (1977). Dirigiu também “Carandiru” (2003). Tinha 70 anos.
29 de agosto – Gene Wilder, ator americano. Duas vezes indicado ao Oscar por “Primavera Para Hitler” (1967) e “O Jovem Frankenstein” (1974). Ao Globo de Ouro foi indicado por “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (1971) dirigido por Mel Stuart, que lhe rendeu seu personagem mais célebre, o insano Willy Wonka, e “O Expresso de Chicago” (1976). Participou de “O Pequeno Príncipe” (1971) e da comédia “Cegos, Surdos e Loucos”. Também era produtor e cineasta de vários filmes, como “A Dama de Vermelho” (1984), que venceu um Oscar e um Globo de Ouro de melhor canção original (“I Just Called to Say I Love You”, de Stevie Wonder). A causa da morte (aos 83 anos) não foi divulgada.
19 de junho - Anton Yelchin, o Sr, Chekov da nova série de cinema “Star Trek”. Era russo radicado nos Estados Unidos e estreou na TV aos 10 anos, no seriado “Plantão médico”. Ele também estrelou “O Exterminador do Futuro - A Salvação” (2009), e “A hora do espanto” de 2011. Anton ficou preso entre o próprio carro e uma caixa de correio de tijolos, e quando foi encontrado por amigos horas depois já era tarde demais. Tinha 27 anos.
15 de setembro - Domingos Montagner, ator, teatrólogo, palhaço, empresário e produtor. Fez várias novelas para a TV, e seu último trabalho foi em “Velho Chico”, como o protagonista Santo dos Anjos. Morreu afogado aos 54 anos em Canindé de São Francisco, durante as filmagens da novela. A área é considerada perigosa para banho, por causa da correnteza e da formação de redemoinhos.
6 de dezembro – Peter Vaughan, ator britânico de teatro, cinema e TV, aos 93 anos, de causas naturais. Sua carreira no cinema, que já durava mais de 75 anos, inclui um grande número de papéis em peças de teatro, séries de televisão e filmes. Seu último personagem foi o Mestre Aemon em “Game of Thrones”.
27 de dezembro – Carrie Fisher, atriz que interpretou a Princesa Leia na saga “Star Wars”. Fisher repetiu sua atuação como Leia recentemente em “Star Wars: O Despertar da Força” (2015), e estava escalada para aparecer no oitavo episódio da série, ainda sem nome oficial. Filha de um casal famoso em Hollywood – o cantor Eddie Fisher e a atriz Debbie Reynolds - Carrie escreveu sobre sua relação complicada com a mãe no livro “Postcards from the edge”, adaptado para o cinema em 1990, com o título “Lembranças de Hollywood”, estrelado por Meryl Streep. Foi casada com o cantor compositor Paul Simon. Ela também ficou conhecida por debater publicamente seu transtorno bipolar e seu alcoolismo na forma da peça/livro/especial da HBO. Carrie foi internada após sofrer uma parada cardíaca dentro de um avião, pouco antes de pousar em Los Angeles, mas não resistiu e morreu aos 60 anos.
28 de dezembro - Debbie Reynolds, mãe da atriz e escritora Carrie Fisher, morreu aos 84 anos, um dia depois de sua filha: ela não resistiu a um Acidente Vascular Cerebral. Sua carreira como atriz e dançarina foi marcada pelo musical “Cantando na Chuva”, de 1952, com Gene Kelly. Ela também atuou em diversos filmes e em séries como “Uma família da pesada” (2008) e “Will & Grace” (1999-2006). Indicada ao Oscar de 1965, ganhou uma estrela na Calçada da Fama em 1997 e também foi indicada cinco vezes ao Globo de Ouro (1951, 1957, 1965, 1970 e 1997) e uma vez ao Emmy (2000), além de diversos prêmios de menor expressão.

Músicos:
1º de janeiro – Natalie Cole, cantora de jazz e R&B. Filha de Nat “King” Cole, Stephanie Natalie Maria Cole teve uma carreira recheada de hits nas paradas de sucesso, como “Inseparable”, “Our Love” e “This Will Be (An Everlasting Love)”. Colecionou nove Grammys, entre eles o de Melhor Cantora de R&B e Álbum do Ano (em 1991). No Grammy de 2013, ela fez um dueto virtual com o pai (falecido em 1965, quando Natalie tinha apenas 15 anos de idade). Natalie abusou de drogas e álcool. Tinha 65 anos e insuficiência cardíaca.
10 de janeiro – o lendário David Bowie, um dos artistas mais revolucionários do século 20. Nascido David Robert Jones, em 1947, adotou o sobrenome Bowie em meados dos anos 1960, já que gerava confusão com Davy Jones, dos Monkees. Bowie viria a se tornar uma influência para um sem número de artistas. Passeou por inúmeros gêneros: glam rock (o disco ”Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” é um dos mais emblemáticos da história do rock), soul, até música eletrônica. Como ator, teve papéis memoráveis em filmes como “O Homem que Caiu na Terra”, “Labirinto” e “Fome de Viver”. Com câncer no fígado, aos 69 anos.
19 de janeiro - Glenn Frey, guitarrista, vocalista e um dos fundadores do Eagles, banda de folk-rock americano, formada em Los Angeles em 1971. O Eagles logo se tornou um dos grupos mais conhecidos mundialmente, e seu álbum “Hotel California”, de 1976, está entre os 10 discos pop mais vendidos do século 20. A banda entrou na lista de “100 maiores artistas de todos os tempos”. Glenn teve uma carreira solo de sucesso quando o Eagles estava separado. Em 1984 ele lançou a música “The heat is on”, do filme “Um tira da pesada”. “You belong to the city” também é composição sua. Faleceu aos 67 anos.
8 de março – Sir George Martin, produtor musical inglês, conhecido como “o quinto Beatle”. Martin também era músico e como diretor da gravadora Parlophone, após ouvir uma fita deles, em 1962, passou a colaborar nos arranjos e ajudou Ringo, Paul, John e George a alcançar o estrelato. Também produziu mais de 700 álbuns ao longo de cinco décadas, trabalhando para artistas como Earth, Wind and Fire, Linkin Park, Elton John, Celine Dion, Dire Straits, Sting, Rolling Stones e Jose Carreras. Ganhou diversos Grammy e um Oscar por “A hard day's Night”. Em 1999, entrou no Hall da Fama do Rock. Martin estava em casa e a causa da morte não foi divulgada.
9 de março - Juvenal “Naná Vasconcelos, percussionista brasileirs, referência internacional na MPB, jazz e world music, já venceu oito prêmios Grammy e foi eleito oito vezes o melhor percussionista do mundo. A última apresentação de Naná foi em Salvador, no I Festival Internacional de Percussão e teria passado mal logo após o show. Acompanhou Gilberto Gil, Gal Costa, Joyce e Milton Nascimento. Fez parte do Quarteto Livre, que acompanhou Geraldo Vandré na histórica “Pra não Dizer que Não Falei de Flores” no III Festival Internacional da Canção. Utilizando instrumentos como berimbau e queixada de burro, tocou com grandes nomes do jazz internacional, e fez shows históricos em Nova York e no festival de Montreaux, encantando público e crítica. No cinema, esteve em trilhas sonoras de filmes internacionais, como “Procura-se Susan Desesperadamente”, estrelado por Madonna, e “Down By Law”, de Jim Jarmusch. Em 2015 recebeu o título de doutor honoris causa pela UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco). Ele tinha câncer no pulmão, e não resistiu.
11 de março – Keith Emerson, membro do Emerson, Lake & Palmer, grupo inglês de rock progressivo que também tinha Greg Lake e Carl Palmer. Contemporâneo do Pink Floyd, Genesis, Yes e Gentle Giant, o ELP tinha músicos virtuosos na formação, precursores no uso de sintetizadores e na mistura da música erudita no rock. Emerson tinha 71 anos e suicidou-se com um tiro, porque estava preocupado com uma lesão na mão, que afetou sua maneira de tocar. “Críticas na internet o deixaram atormentado”, revelou sua namorada, destacando que Emerson era perfeccionista e não queria mais decepcionar seus fãs. “Tocar perfeitamente o deixou em um estado de depressão muito grave”.
6 de abril - Merle Haggard, cantor, compositor, guitarrista, violinista  americano. Haggard e sua banda The Strangers ajudaram a criar um subgênero da música country caracterizada pelo som de guitarras Fender Telecaster. Sua infância foi bastante conturbada devido à morte do pai: foi preso diversas vezes mas se regenerou após ganhar popularidade com suas canções sobre a classe trabalhadora. Entre 1960 e 1980, teve 38 canções “número um” em diversas listas. Faleceu de pneumonia exatamente no dia de seu 79º aniversário.
21 de abril – Prince Roger Nelson, mais conhecido como Prince. Cantor, compositor e multi-instrumentista tornou-se um fenômeno mundial nos anos 1980, fundamentalmente com “Purple Rain” (1984), frequentemente considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos. Chamou a atenção quando mudou, nos anos 1990, seu nome para um “símbolo de amor” e escreveu a palavra “escravo” na bochecha para protestar contra o selo Warner. Ele havia feito recentemente shows em Paisley Park, onde morava, e na Austrália, onde se apresentou somente com um piano. Tinha 57 anos e foi encontrado sem vida, por excesso de analgésicos, aparentemente ingeridos por engano.
15 de maio – Cauby Peixoto, um dos intérpretes mais homenageados e influentes da MPB. Ao longo de suas mais de seis décadas de carreira, interpretou inúmeros compositores, como Tom Jobim, Roberto e Erasmo Carlos, Caetano Veloso e Chico Buarque. Pioneiro do rock no Brasil, também fez sucesso internacional. Em meados dos anos 50, em uma série de shows nos Estados Unidos cantando uma versão em inglês de “Maracangalha”, de Dorival Caymmi, rebatizada de “I Go”, foi descrito como “o Elvis Presley brasileiro”. Em seu currículo consta a gravação de mais de uma centena de CDs, LPs e compactos, entre 1951 e 2013. Aos 85 anos, de pneumonia. 
8 de dezembro – Greg Lake, músico inglês que participou de duas das principais bandas do rock progressivo, King Crimson e Emerson, Lake & Palmer. Greg Lake foi convidado para cantar e tocar baixo no King Crimson, com seu colega de colégio Robert Fripp. Ele participou do álbum de estreia, o clássico “In the court of the Crimson King” (1969) e de “In the wake of Poseidon” (1970). Logo conheceu Emerson e fundaram com Carl Palmer o ELP. Em 1979, o trio se separou e, entre 1983 e 1984, Lake esteve no Asia, com Carl Palmer. Em 1985, ele voltou a trabalhar no Emerson, Lake & Powell (com Cozy Powell no lugar de Carl Palmer) e seguiram até 1998. Ele voltaria para um show apenas, em 2010, em Londres, para comemorar os 40 anos do ELP. Nove meses depois da morte de Keith Emerson, Greg Lake não resistiu a uma longa e persistente luta contra o câncer.
25 de dezembro – George Michael, uma das melhores vozes do pop britânico, primeiro com a dupla Wham! e depois em carreira solo, faleceu em sua casa de Londres aos 53 anos, aparentemente de overdose de remédios. O intérprete de “Last Christmas” e “Careless Whisper”, militante de causas LGBT e de combate à AIDS, sofreu durante a carreira com problemas de saúde e com as drogas.

Escritores e jornalistas:
19 de fevereiro - Umberto Eco, escritor italiano. Pensador, filósofo, ensaísta, romancista e crítico literário, era figura de renome no meio acadêmico e referência em semiótica, mas ganhou sucesso internacional com “O Nome da Rosa”, obra adaptada para o cinema em 1986 pelo diretor Jean-Jacques Annaud, com Sean Connery no papel principal. Seu último livro, “Número Zero”, foi lançado em 2015 e critica o mau jornalismo, a mentira e a manipulação da história. Formado em Filosofia em 1954, ele fundou o Departamento de Comunicação da Universidade de San Marino e desde 2008 era professor emérito e presidente da Escola Superior de Estudos Humanísticos da Universidade de Bolonha. Um dos mais importantes intelectuais europeus, ele também escreveu “O Pêndulo de Foucault” (1988) e “O Cemitério de Praga” (2010), além dos ensaios “O Problema Estético” (1956), “O Sinal” (1973), “Tratado Geral de Semiótica” (1975) e “Apocalípticos e Integrados” (1964), referência nos cursos de comunicação em todo o mundo. Crítico das novas tecnologias na disseminação de informação, Eco disse que as redes sociais dão o direito à palavra a uma “legião de imbecis” que antes falavam apenas “em um bar e depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a coletividade”. “Normalmente, eles [os imbecis] eram imediatamente calados, mas agora eles têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel”. Tinha 84 anos, e sofria de câncer.
23 de junho – Alberto Léo, um dos nomes mais reconhecidos da extinta Rede Manchete. Um ícone do jornalismo esportivo brasileiro, substituiu Galvão Bueno na Band em 1980, porém foi na Manchete que se consagrou. Ficou no canal durante toda a sua existência, de 1983 a 1999. Transmitiu grandes eventos como as Olimpíadas de 88, 92 e 96, as Copas do Mundo de 86, 90 e 98, e outros eventos. Morreu aos 65 anos, de complicações de um câncer de intestino.
9 de julho - Sydney Schanberg, jornalista americano cujo relato da violência no Camboja dos anos 1970 foi adaptado para o cinema no filme “Os Gritos do Silêncio”. Enquanto os diplomatas e jornalistas fugiam do país, Schanberg e seu assistente Dith Pran permaneceram para informar sobre o avanço do Khmer Vermelho, liderado pelo tirano Pol Pot, sobre sobre a capital Phom Penh. Vencedor do prêmio Pulitzer, sofreu um ataque cardíado e faleceu aos 82 anos.
25 de julho – Tim LaHaye, pastor e escritor americano. Ele era o coautor da série best-seller ”Deixados Para Trás”, ao lado de Jerry B. Jenkins, formada por 16 livros, lançados em 34 idiomas e com mais de 70 milhões de cópias vendidas; a história reúne ficção, ação e suspense, e rendeu três filmes homônimos, além de um derivado, “Apocalipse”, estrelado Nicolas Cage. Escreveu mais de 60 livros com mais de 14 milhões de exemplares vendidos. Foi considerado um dos 25 líderes cristãos norte-americanos mais influentes em seu país. Aos 90 anos de idade, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC).
22 de agosto – Geneton Moraes Neto, 60 anos, vítima de complicações causadas por um aneurisma. Com mais de 40 anos de carreira, foi repórter do Diário de Pernambuco, O Estado de S. Paulo, do Jornal da Globo e do Jornal Nacional, além de correspondente na Inglaterra, repórter e editor-chefe do Fantástico. Nos últimos anos, atuava como repórter especial do canal GloboNews. Entrevistou presidentes, astronautas, os responsáveis por soltar as bombas em Hiroshima e Nagasaki e o assassino de Martin Luther King, e também deixou vários livros.
23 de agosto - Goulart de Andrade, jornalista No início da década de 80 criou o “Plantão da Madrugada”, depois apresentado por ele na Bandeirantes com o nome de “Comando da Madrugada”. Em 61 anos de carreira, entrevistou personalidades como Jânio Quadros, Chico Buarque, Washington Olivetto, César Camargo Mariano e Mário Covas. Autor do bordão “vem comigo”, ele criou sua marca registrada ao acaso, enquanto cobria um evento em uma boate: disse “vem comigo” para seu inseparável cinegrafista “Capeta”, como forma de indicar um plano de sequência sem cortes por 20 minutos. “Depois na edição nós percebemos como o 'vem comigo' funcionava e mantivemos”, Seu estilo de narração gerou o “plano sequência”, utilizado posteriormente pelo “Aqui Agora”, no SBT, e pelos telejornais de hard news. Ele passou pelas principais emissoras do país, como TV Tupi, TV Excelsior, TV Globo, TV Gazeta, TV Record, TV Bandeirantes e SBT.  Aos 83 anos, em decorrência de problemas cardiorrespiratórios.
13 de setembro – Raul Quadros, lendário jornalista e comentarista esportivo. Jornalista por vocação, começou no famoso Jornal dos Sports no Rio de Janeiro, e passou também pelo jornal Estado de S. Paulo, além da revista Placar e da TV Educativa. Porém, foi na Globo, a partir de 1981, que deixou sua marca. É sempre apontado como precursor da informalidade na TV esportiva, tendo feito matérias misturando entretenimento e jornalismo numa época em que nem se pensava nisso. Desde 2010, era comentarista do SporTV. Tinha 74 anos e sofria de câncer.
13 de outubro - Flavio Gikovate, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor. Formado pela USP em 1966, foi um dos pioneiros nos estudos sobre o sexo, amor e vida conjugal no Brasil. Ao todo, publicou 34 livros sobre sexo, drogas, educação e outros temas. Tinha 73 anos e sofria de câncer.
Raul Quadros, jornalista

Atletas e esportistas:
10 de março – Roberto Perfumo, ex-jogador de futebol argentino, do Racing, River Plate, Cruzeiro e Seleção Argentina. Foi eleito o melhor zagueiro do mundo, o melhor zagueiro cruzeirense e o melhor zagueiro argentino de todos os tempos. Ultimamente trabalhava para o jornal Olé e a ESPN. Pela Seleção Argentina, disputou as Copas de 1966 e 1974, quando foi o capitão da equipe. Conquistou a Libertadores e o Mundial Interclubes pelo Racing, em 1967. Tinha 73 anos, e sofreu traumatismo craniano ao cair de uma escada num restaurante em Buenos Aires, e não resistiu aos ferimentos.
24 de março - Johann Cruyff, um dos maiores personagens da história do futebol. Nos anos 1970, quando viveu seu auge, no Ajax tricampeão europeu e a seleção holandesa vice-campeã mundial, eternizada como “Laranja Mecânica” pelas inovações táticas que revolucionaram o futebol - o que depois ficou conhecido como “futebol total”. Em 1973 Cruyff foi para o Barcelona, onde alcançaria status de ícone nos anos seguintes. Em 1974,. Cruyff era o maestro da seleção holandesa em que não havia posição fixa. O Brasil foi uma de suas vítimas, atropelado na semifinal da Copa do Mundo por 2x0. Fumante compulsivo desde os tempos de jogador, Cruyff lutava contra o câncer. Tinha 68 anos e residia em Barcelona, sua segunda pátria.
3 de junho -  Muhammad Ali, boxeador americano. Um dos maiores atletas de todos os tempos, se auto-proclamou “o maior, mais ousado e mais bonito” lutador do mundo. Dizia que podia “flutuar como uma borboleta, e picar como uma abelha”. O primeiro a ganhar o mundial dos pesados três vezes, com 57 vitórias - 37 por nocaute. Nascido em 1942, como Cassius Marcellus Clay Jr, após se converter ao Islã mudou seu nome para Muhammad Ali. Conquistou o ouro nas Olimpíadas de Tóquio (1964), mas vítima de racismo em um restaurante nos EUA, jogou a medalha num rio. Em 1996, Ali emocionou o mundo ao acender a pira olímpica dos Jogos de Atlanta, já sofrendo do Mal de Parkinson. Além da habilidade nos ringues, ele ficou conhecido por seu ativismo na área de direitos civis e pela poesia. Morreu aos 74 anos, em Phoenix, no Arizona, de um choque séptico.
3 de agosto - Chris Amon, neozelandês, ex-piloto de Fórmula 1. Venceu as 24 Horas de Le Mans, em 1966 e os 1.000 km de Monza em 1967, quando foi contratado pela Ferrari. No entanto, ficou marcado pela má sorte, em equipes como March, Matra e Tyrrell. Mesmo sendo muito veloz, não conseguia tornar a performance em vitória. Disputou 96 GPs na F1, mas não ganhou nenhum deles - foi o maior piloto de corridas a nunca ter vencido no mais alto nível do esporte. Em 1976, o impacto do acidente sofrido por Niki Lauda na Alemanha o levou a se recusar a continuar na prova, e foi demitido. Voltou para a Nova Zelândia e ajudou por anos nos negócios da família. Morreu aos 73 anos, após uma longa batalha contra o câncer.
13 de outubro – Hector Cincunegui, jogador de futebol uruguaio, que participou do único título brasileiro do Atlético MG, em 1971. Antes, tinha sido campeão sul-americano por seu país em 1967. Ele tinha 76 anos e vivia em Montevidéu, onde faleceu por complicações após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). 

Religiosos:
18 de janeiro - José Rego do Nascimento, pastor, um dos precursores do movimento de renovação espiritual no Brasil e um fundadores da Igreja Batista da Lagoinha. Aos 29 anos, graduou-se em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, no Rio de Janeiro, e em 1955, tornou-se pastor da igreja Batista de Vitória da Conquista. Sentindo-se tocado pelo Espírito Santo, passou a ensinar as doutrinas sobre o batismo espiritual e os dons (línguas estranhas, profecias etc.). Ao lado do pastor Eneas Tognini (falecido em 2015 aos 101 anos) e alguns poucos colegas, defendeu a necessidade de renovação espiritual nas igrejas batistas. Muitos não aceitaram e acabou surgindo uma divisão, com algumas igrejas recebendo esta doutrina e outras a rejeitando. Em 1958, assumiu a Igreja Batista de Lagoinha, em Belo Horizonte, onde ficou poucos anos, até se aposentar por razões de saúde. Deixou 5 filhos, entre os quais o também pastor e homônimo José Rego do Nascimento Junior, o pastor Zezinho. Aos 93 anos, em Belo Horizonte. Sua esposa, Joselina, faleceu em 2013.
26 de novembro – Russell P. Shedd, pastor, escritor, conferencista. Nascido na Bolivia, filho de missionários americanos, só conheceu os Estados Unidos aos cinco anos de idade, onde estudou teologia. Mais tarde, fez doutorado na Escócia e foi missionário em Portugal e veio para o Brasil em 1962, onde se radicou. Teologicamente, era um batista, fazendo menção de que a salvação vem pela graça mediante a fé através da eleição e predestinação, além de ter sido um forte defensor da pregação expositiva. Defendeu a autoridade suprema e inspirada da Bíblia como única revelação fidedigna de Deus. Foi amplamente reconhecido como um dos nomes mais nobres da teologia protestante atual. Intensamente preocupado com a educação teológica e a formação de líderes, foi durante mais de 40 anos professor de Novo Testamento nas melhores escolas teológicas e escreveu diversos livros. Tinha 87 anos.

Outras figuras:
6 de junho – Hélio Garcia, político mineiro. Deputado estadual em 1963, foi prefeito de Belo Horizonte em 1983 e governador de Minas Gerais entre 1984 e 1987 (quando substituiu Tancredo Neves), e entre 1991 e 1995, em eleição direta. Um dos principais articuladores do acordo que garantiu o lançamento de Tancredo Neves à Presidência em 1984. Foi também da UDN, Arena, PP, PTB e PMDB. “Política deve ser feita à noite, de chapéu e sobretudo, dentro de um táxi em movimento”, dizia.  Com problemas de saúde, diagnosticado com Alzheimer, problemas circulatórios, osteoporose e insuficiência coronária e arritmia, Garcia não saía de casa. Tinha 85 anos.
4 de julho – Rondon Pacheco, político e ex-governador de Minas Gerais nos tempos da ditadura militar. Em 1947, se tornou deputado estadual pela UDN e, em 1950, deputado federal no Rio de Janeiro, naquela época a capital do país. Entre 1967 e 1969 foi chefe do gabinete civil do então presidente Costa e Silva. Em 1968, esteve presente na reunião do Conselho de Segurança Nacional para a edição do AI-5, que suspendeu todas as liberdades democráticas e direitos constitucionais. Três anos depois, assumiu o governo de Minas Gerais. Em 1986, após a redemocratização, deixou a vida pública após perder a eleição para senador. Morreu de pneumonia aos 96 anos.
27 de setembro - Shimon Peres, ex-presidente de Israel e vencedor do prêmio Nobel da Paz. Ele sofreu um derrame no dia 13 de setembro e estava internado em coma induzido no Sheba Medical Center em Tel Aviv. Foi primeiro-ministro de Israel duas vezes e presidente entre 2007 e 2014. Ele recebeu o Nobel da Paz em 1994 junto com Yitzhak Rabin, na época primeiro-ministro de Israel, e Yasser Arafat, presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) por negociarem a assinatura dos Acordos de Oslo, assinados entre Israel e a OLP, com mediação do presidente americano Bill Clinton. Pela primeira vez, a  OLP reconheceu o Estado de Israel e os israelenses reconheceram a OLP como representante do povo palestino.
31 de outubro - Silvio Gazzaniga, artista, escultor e ourives que desenhou a taça da Copa do Mundo em 1970, que é levantada até hoje pelos campeões. Sua escultura foi escolhida após a Fifa conceder, em definitivo, a taça Jules Rimet ao Brasil. A obra de Gazzaniga foi a escolhida entre as 53 peças recebidas de diferentes. Ele dizia que a obra representa “alegria e exultação”. Ele faleceu enquanto dormia; tinha 95 anos e residia em Milão.
26 de novembro – Fidel Alejandro Castro Ruz, político cubano. Filho de um agricultor, imigrante espanhol, e de uma cozinheira, Fidel nasceu no dia 13 de agosto de 1926.  Educado em colégios jesuítas, em 1945 ingressou na Universidade para estudar direito. Em 1948 viajou à Colômbia como delegado da Federação dos Estudantes Universitários, para uma conferência. Voltou às pressas para Cuba, suspeito de ter participado do assassinato do líder liberal Eliecer Gaitán. Nesse mesmo, ano Fidel casou-se com Mirta Diaz Balar, estudante de filosofia. Começou a tornar-se conhecido por seus pontos de vista nacionalistas e de oposição à influência norte-americana em Cuba. Em 1950, começou a trabalhar como advogado. Desde 1952, com a subida ao poder de Fulgêncio Batista, através de um golpe de Estado, Fidel começou a fazer oposição ao ditador. No ano seguinte, como membro do grupo de ação radical, planejou um ataque ao quartel de La Moncada. Acabou preso com seu irmão Raul Castro. Escapou de ser executado e foi condenado à prisão. Em 1955, foi anistiado e partiu para o exílio no México. Retornou em 1956, clandestinamente, chefiando uma fileira de 82 homens decididos a empreender uma guerrilha revolucionária, entre eles Ernesto Che Guevara - que se tornaria um mito do século 20. Os revolucionários se esconderam nas montanhas de Sierra Maestra, mas obtiveram cada vez mais apoio civil. Fidel Castro e seus companheiros entraram em Havana em 1958, acabando por vencer Batista. No dia 1º. de janeiro de 1959, o ditador fugiu para a República Dominicana e depois para a Espanha de outro ditador, Franco. Fidel lançou-se a uma política de nacionalização reforma agrária e amplos benefícios sociais. A nova política foi cercada de hostilidades contra o governo americano e resultou numa aproximação com a União Soviética, o que colocaria progressivamente Cuba como o centro ideológico-financeiro da esquerda latino-americana. Em 1961, com apoio americano, dissidentes invadiram Cuba com o objetivo de derrubar o governo de Fidel, mas foram fragorosamente derrotados na Baía “dos Porcos”. No ano seguinte os Estados Unidos impuseram um embargo comercial a Cuba, que alinhou-se definitivamente à URSS, acirrando os conflitos entre as duas grandes potências. Neste mesmo ano, ocorreu a instalação de mísseis soviéticos em Cuba, interpretado como ameaça militar pelos Estados Unidos. A política externa de Cuba foi ousada. Além do desafio que representava aos Estados Unidos a simples existência de um país socialista a 150 quilômetros da Flórida, Fidel mandou homens e armas para uma tentativa de revolução na Bolívia, na década de 1960, que ocasionou a morte de Che. Já na década seguinte, dezenas de milhares de soldados cubanos, além de tanques e aviões, combateram pela independência de Angola, na África. Entretanto, em fins dos anos 1980, a derrocada dos regimes comunistas colaborou com o processo de empobrecimento e isolamento de Cuba. A ascenção de Hugo Chavez ao poder na Venezuela, em 1998, deu novo alento ao regime cubano. Em 31 de julho de 2006, debilitado por uma cirurgia no intestino, Fidel Castro transmitiu o poder ao irmão Raúl. Em 2008, renunciou oficialmente à presidência. No plano pessoal, o líder cubano procurou manter grande discrição sobre sua vida. Foi casado duas vezes. Teve um filho do primeiro casamento e cinco do segundo, além de mais dois de relações extraconjugais. Fidel Castro faleceu em 25 de novembro de 2016, na cidade de Havana, aos 90 anos de idade, após ter sobrevivido a mais de 600 atentados, a maioria deles a mando dos americanos. Depois de sua morte, o Congresso nacional divulgou seu testamento, no qual pedia que nenhum monumento, rua, praça, edifício, bustos, estátuas ou qualquer outra forma de homenagem levasse o seu nome. Ele rechaçava todo tipo de homenagem, até mesmo fotos de autoridades em repartições públicas. Só então foi revelado que em 1959 o escultor italiano Enzo Gallo Chiapardi havia feito um busto do comandante revolucionário, logo após a vitória sobre o ditador Batista. Somente Fidel conhecia essa obra, e ele próprio a teria destruído e posteriormente proibiu a homenagem a personalidades. Dizia que “toda a glória do mundo cabe em um grão de milho”.

Este longo obituário podia ser maior ainda. Estima-se que, atualmente, morrem mais de 50 milhões de pessoas por ano, em todo o mundo.
Isto nos faz parar para pensar.
Onde estaremos daqui a um ano?
Será que vamos fazer parte dessa longa lista de desaparecidos?
E se sim, será que deixaremos saudade? As pessoas sentirão falta de nós? Chorarão nossa perda?
E, caso não estejamos mais aqui, onde estaremos?
Vivendo uma nova, eterna e melhor vida ao lado de Jesus – como ele prometeu ao ladrão na cruz, “ainda hoje estarás comigo no paraíso”? Ou estaremos numa terrível expectativa de um julgamento do qual não sairemos com veredito favorável? Quantos desses mais de 5o milhões descansam em paz hoje? Quantos já sentem o calor e o cheiro de enxofre?

É para pensar. Pensar e agir, enquanto ainda temos o fôlego da vida e oportunidade para escolher onde queremos passar a Eternidade.

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